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sábado, 29 de março de 2014

A DEPENDÊNCIA ÚNICA DO SENHOR


 
A criança quando nasce é totalmente dependente de outra pessoa; pode ser o pai, a mãe ou outro responsável. O bebe não vive sozinho, se não houver uma cooperação de outro, caso contrário, não sobreviveria por muito tempo. Isto  nos torna único e singular em toda a criação. Até que saiba falar algumas palavras, ser cuidado, ser alimentado, o bebê se torna dependente diretamente dos genitores.
 
Depois vem a fase da adolescência, não está preparado fisicamente e nem emocionalmente para serem plenamente independentes. Porque faltam estruturas que o alicercem para a vida saúde e plena. Os responsáveis ainda têm força legal e amparo dar todo auxílio e conselho. Esta responsabilidade vai ao encontro do pueril para sua formação social, espiritual e emocional. É fase de maior apoio e compreensão. São voláteis, levados por qualquer vento de pensamento corrente. Neste caso de transição, os apoios dos pais devem ser acentuados.
  Ainda o conselho da Escritura é esta: ``Ensina a criança no caminho em que deve andar, e até quando envelhecer não se desviará dEle`` (Provérbio). Este ensino pode ser por  palavra, exemplo diário dos responsáveis lendo a Bíblia, demonstrando oração individual e em grupo, pregando a Palavra e colocando em prática.
Os jovens crescem e parecem que almejam chegar esta idade logo, para se tornarem livres. Mas esquecem, a maioridade; ela vem acrescida de responsabilidade pelos seus atos perante o próximo e a sociedade. Eles pensam que estão preparados, mas quando pisam em solos difíceis, encontram provas, e aprendam logo que a vida não é algo projetado nos pensamentos como que surgindo do nada. Os jovens não estão independentes de verdade, pois falta concluir a educação, conseguir o trabalho, constituir a família, realizar os seus sonhos de maneira a contento.
Enfim, o  homem e/ou a mulher adulto (a) se torna livre dos pais, rompendo o cordão umbilical.   Cumprindo os preceitos bíblicos: ``Deixará o homem pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher`` (Genesis).
Embora, ele pense que não era bom está sob a dependência dos genitores, porque entendem que estão controlando. Mas eles estão cuidando de forma zelosa, porque os pais são mais velhos e experientes, e já experimentaram bem a vida. A passagem em que o Senhor Jesus comentou dizendo com sabedoria: ``Vós sendo maus, sabei dar coisas boas aos seus filhos`` (Mateus). Os responsáveis, não importa de que lado está,  sabem preservar a sua descendência com amor e carinho.
Portanto, sabemos que o homem foi criado desde o princípio para ser dependente de Deus e  uns dos outros, o bebé da mãe;  o empregado do patrão; o patrão do empregado, o Estado do Cidadão; o Cidadão do Estado, e por fim o homem/mulher precisa de Deus em sua vida diária.
Neste caso o pregador Salomão enfatiza: ``Lembra-te do seu Criador nos dias de sua mocidade, antes que venha os maus dias, dos quais venha dizer; não tenho neles contentamento``(Eclesiastes 12). A relação espiritual entre o filho de Deus com Pai é intrínseca, pois dEle, vem toda a sorte de benção, saúde, prosperidade. Quando você está em comunhão com o seu Pai, você alcança o que ele tem prometido aos seus filhos amados. Pense Nisso.
 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O VERDADEIRO SENTIDO DO NATAL

 Jesus Cristo é importante porque nos trouxe a mensagem de Deus. Tão deturpada pelos rebeldes judeus hipócritas, a Lei do Senhor estava sendo quebrada com um comportamento falso e legalista. Cristo veio por fim às falsas pregações. Repassou a Lei com a interpretação fiel ao propósito de quem a outorgou, e revelou coisas extraordinárias: mostrou que não é apenas o homicídio que é pecado, mas o amargurar-se contra o próximo ou desejar-lhe o mal; não é apenas o adultério pecado, mas o desejar o cônjuge alheio também; não é apenas o amar os amigos, mas a vontade de Deus é que também se ame os inimigos, e coisas assim. Mostrou o poder da fé na pequenez de um grão de mostarda, demonstrou a emoção e alegria do Pai quando um pecador se arrepende, e anunciou o Reino de Deus dentro de cada um de nós, bem como a volta dEle próprio para eternizar a felicidade entre os seus seguidores. Ao abatido soergueu, ao entristecido alegrou, ao cego deu visão, ao coxo restabeleceu as pernas, ao mudo fez falar, à enlutada devolveu o filho querido, ao pai aflito concedeu o privilégio de ver o menino curado,  aos endemoninhados libertou, aos enganados esclareceu, aos pobres enriqueceu. Viveu pelo próximo, tornando-se pobre e enriquecendo a muitos.

 
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Também comemoramos seu nascimento por ter sido Ele o pagador da dívida da humanidade com Deus. Ao criar-nos, estabeleceu Deus um padrão de comportamento: que fôssemos voluntariamente obedientes. Nossos primeiros pais escolheram a rebeldia, colhendo como fruto disto a morte e a separação eterna do Criador. Este, sentindo o peso de nossa miséria e a nossa total falta de condições para reparar o mal iniciado, verificou que somente Ele, o próprio Deus, tinha condições de pagar a dívida do ser humano. Não havia outra maneira. Sem titubear, o Pai comissionou o Filho para fazer o pagamento: morrer para que o homem pudesse viver. Ser punido para livrar-nos da eterna punição; sofrer para que nós tivéssemos a libertação. Sem titubear, Cristo obedeceu. Em horas amargas, quando a dor dos nossos pecados pesava-lhe às costas, chegou a pedir ao Pai que o livrasse, mas que estava disposto a ir até o fim, fosse esta a Sua vontade. E, de fato, Cristo foi até o fim. Na cruz, tornou-se pecado por nós. Nossos crimes, nossa indiferença, nosso ódio, nossa malícia, nossa hipocrisia, nossas blasfêmias, pesaram sobre Jesus. Ali o Pai, com muito custo, o desamparou, para poder amparar a cada um de nós. Ao consumar em três horas de sofrimento infinito, morreu vitorioso. Sua morte trouxe-nos o pagamento da dívida, que teve por moeda o seu sangue, e que trás, por contrato, uma aceitação de nossa parte deste sacrifício do Filho de Deus.
 
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Jesus, no entanto, é mais que um mártir. Ele venceu a morte. No terceiro dia, quando tudo parecia terminado, a madrugada surpreendeu o mundo, quando a grande pedra circular do seu túmulo na rocha, foi rodada por um anjo e, lá dentro, o seu corpo glorioso recebeu de volta o fôlego da vida, o circular do Seu sangue, o brilhar de Sua mente, o movimentar de seus membros. A morte não pôde contê-lo, pois Ele era o próprio Autor da vida. Tinha poder para dá-la e para recebê-la de volta. Morto, tomou o lugar de cada um de nós na penalidade. Ressuscitado, trouxe à todos a esperança e certeza de que, assim como foi com Ele, será com cada um de nós, que cremos em Seu poder sempiterno. Subiu ao céu vivo, glorioso, anunciando que, em breve voltará, sobre as nuvens do céu, em poder e grande glória, ressuscitando Seus discípulos e transformando os crentes vivos em Sua semelhança.
 
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Jesus Cristo é fundamental, pois nEle fomos feitos irmãos. Com o racismo a reinar em toda a terra, quando a humanidade se gaba de ser desta ou de outra raça, ou se desconsidera mutuamente, fruto da maldição de Babel, Jesus Cristo veio mudar esta realidade, retirando as barreiras entre nós colocadas, unindo novamente os homens sob Sua presença santa. Em Cristo não há pretos ou brancos, orientais ou ocidentais, ricos ou pobres, desenvolvidos ou subdesenvolvidos, capitalistas ou comunistas, americanos ou afegãos, judeus ou gentios, pobres ou ricos, sábios ou ignorantes, reis ou súditos. Através de Seu Santo Amor uniu-nos em vínculos eternos, amarrando-nos com Seu sublime amor, demonstrado pelo batismo e pela Ceia do Senhor, da qual todos os que nEle crêem participam, numa unidade perfeita. Em Cristo irlandeses fazem as pazes, sérvios e croatas depõem as armas, palestinos e judeus são feitos irmãos, japoneses e coreanos se perdoam, negros e brancos se unem em amor. Uma nova era brilha aos seguidores de Jesus, não uma nova era mundana, feita de símbolos ou ocultismos, mas uma nova era que começa quando nos arrependemos dos pecados e nos entregamos humildemente ao nosso Salvador. Ele, rico eternamente, fez-se pobre por cada um de nós. Ele, Rei dos reis e Senhor dos senhores, cujo céu não pode conter, humilhou-se, tomando a forma de homem, e, como homem, um pobre bebê, que teve a manjedoura por berço, a palha como colchão, e o odor de animais como aroma ambiente. Ali, num berço humilde e improvisado, jazia em seu sono tranqüilo e dócil, o Emanuel, o Filho do Altíssimo.
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Por isso celebramos o Natal. Que o Papai Noel saiba disto. Que as árvores de Natal saibam disto. Que os anjinhos, os perus, os pernis e as saladas de fruta saibam disto, que a primazia e a atenção maior não são eles, mas o verdadeiro aniversariante, o Filho do Deus vivo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Este é o verdadeiro sentido e a razão do nosso Natal.